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História

O desbravamento da região do atual município de Itanhomi teve início no final do século XIX, quando a descoberta das terras férteis da localidade favoreceu o desenvolvimento da agricultura e, posteriormente, por volta de 1890, o surgimento do povoamento denominado Queiroga. O local até então era predominantemente habitado pelos índios Botocudos, que foram forçados a cederem espaço ao homem branco, cujo domínio foi fortalecido no decorrer da década de 1900. Em 1906, é construída, por interferência do padre Modesto Vieira, a primeira capela, oficializando a existência do povoado.

Em 1908, chegaram à região os trilhos da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), favorecendo o surgimento de núcleos habitacionais que décadas mais tarde dariam origem a outros municípios a serem desmembrados do território itanhomiense, como nos casos dos primitivos povoados de Lajão (atual Conselheiro Pena), Cachoeirinha (atual Tumiritinga), Floresta (atual Alvarenga) e Itaúba (atual Sobrália). Ao redor das estações ferroviárias estabeleceram-se alguns moradores e pequenos comerciantes e a ferrovia ajudou no escoamento da produção agrícola e extração mineral dessas localidades.

Dado o desenvolvimento econômico e demográfico, pela lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, houve a criação do município a partir do povoado de Queiroga, emancipado de Caratinga e constituído dos distritos de Cuieté, Floresta, Lajão, Tarumirim e Sede] (instalando-se em 14 de março de 1926). Da junção das palavras em tupi “Ita” (que significa “pedra”) e “nhomi” (“escondida) surge o nome do recém-criado município, “Itanhomi”, que significa “pedra escondida”.

O até então distrito de Tarumirim emancipou-se pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, o qual também extinguiu o Distrito-Sede de Itanhomi, passando a pertencer ao novo município supracitado. Os distritos de Cuieté, Floresta e Lajão foram anexados a Conselheiro Pena, também criado sob o mesmo decreto. Itanhomi, no entanto, foi recriada pela lei nº 336, de 27 de dezembro de 1948, instalando-se em 1º de janeiro de 1949. A lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, criou os distritos de Capitão Andrade e Edgard Melo. Capitão Andrade emancipa-se pela lei estadual nº 10.704, de 27 de abril de 1992, restando atualmente os distritos de Edgard Melo e São Francisco do Jataí, este criado ainda na década de 90.

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